Festa do Ano Novo

O Ano Novo é um evento comemorado em várias culturas, celebrando o fim de um ano e o começo do próximo. Também é chamado de Réveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que significa despertar.

A comemoração ocidental tem origem num decreto do Imperador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões, que tinha duas faces – uma voltada para frente e a outra para trás. O mês de janeiro deriva do seu nome.

Porém, a data já era comemorada no Egito Antigo, por volta de 3.750 a.C., pois era o momento em que a estrela Sirius alinhava-se com a estrela Canopus no rumo Sul ao centro da Via-Láctea, sobre as Pirâmides de Gizé.

Com essas origens, o Réveillon é uma festa de natureza profana. Nas sociedades camponesas européias ela integrava as comemorações da chegada do solstício de inverno e de agradecimentos das boas colheitas. No período medieval, a Igreja Católica, procurando coibir os hábitos pagãos, se apropriou dessas comemorações transformando-as em sagradas. Assim, as festas do solstício de verão (em junho) foram transformadas em celebrações para o nascimento de São João e as do solstício de inverno (em dezembro) comemorariam o nascimento de Jesus Cristo. É claro que, apesar das inúmeras formas de coibir os hábitos profanos e pagãos, eles continuaram existindo no interior das festas sagradas. Era a força da cultura popular que resistiu e se adaptou às regras impostas pela Igreja Católica. Um exemplo dessa força de resistência é a festa do Ano Novo, que se mantém nos calendários católicos, não apropriada pelas práticas religiosas, conservando seu caráter essencialmente profano.

Texto de Soleni Biscouto Fressato

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